Preguiça mental

A tecnologia tem sido incorporada no cotidiano das crianças, dos adolescentes, adultos e também dos idosos, com uma sutil rapidez.
Os benefícios alcançados como a facilidade de comunicação, o abreviamento das burocracias e até o altíssimo nível de informações, trouxeram avanços jamais imaginados antes da era da informática.

Mas como para todo desenvolvimento paga-se um preço, ponho-me a refletir qual seria o dessa aceleração. Você já viu a agilidade de uma criança bem novinha acessando o computador? É a mesma agilidade que obtém dados que antes talvez demorasse alguns dias para se ter. Com isso as habilidades exigidas outrora são dispensadas, como desde procurar uma palavra no dicionário até o hábito da leitura, já que tudo no mundo virtual vem compactado, sintetizado e altamente “digerido”. Os novos programas que o maior site de pesquisas acabou de lançar, facilita as buscas de tal maneira que logo pensaremos em algo e o computador responderá prontamente.

O exercício do pensar, do refletir, do sintetizar ficam por conta do computador.

Outro preço que considero alto é a perda, que principalmente os jovens sofrem, da linguagem. Aquele “dialeto” que eles utilizam para se comunicar, entendo que é uma linguagem própria da tribo deles, como já ouvi o professor Pasquale,  especialista em língua portuguesa, dizer.

Mas se for traduzida para a linguagem escrita, utilizada em outros meios de comunicação, em trabalhos escolares ou em provas, como por exemplo nos vestibulares, parecerá que se trata de outra língua.

Por isso, a importância dos livros no processo de educação são fundamentais. Ensinar a pensar é uma das tarefas mais difíceis para os educadores. A grande questão é: será que estamos estimulando uma preguiça mental?

Devemos estar atentos para que se utilize sempre a tecnologia a nosso favor, para criarmos pessoas sensíveis, criativas e solidárias.

Marcia G Ferreira

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