O poder de cura dos animais domésticos

Na década passada, a explosão de pesquisas na área de psiconeuroimunologia – área que estuda as ligações entre nossos pensamentos, emoções, sistema nervoso e imunológico, inclui muitos estudos para saber se o apoio social pode afetar diretamente as células de defesa imunológica do organismo.
Chegaram a conclusão que pessoas que se sentem apoiadas socialmente reagem imunologicamente melhor do que as que se sentem solitárias.

Mas a amizade entre os seres humanos não é a única fonte reparadora. O convívio próximo com animais domésticos também pode trazer benefícios à saúde.

Num estudo realizado em 1980 com 96 cardiopatas que tinham acabado de sair de unidades de tratamento coronariano, revelou um maior índice de sobrevida um ano mais tarde entre donos de animais domésticos, comparados a pacientes sem animais e com as mesmas doenças.
Essa pesquisa da Universidade da Pensilvânia comprovou que ter um animal doméstico prognostica ainda mais intensamente a sobrevida do que o apoio de um cônjuge ou alguém da família.

Com os idosos, os resultados também são surpreendentes. Os animais agem como uma espécie de tranqüilizante, diminuindo a pressão arterial de seus donos nos momentos de troca de afeição e companhia.

O stress dos donos de animais domésticos é aliviado com o confortante efeito relaxante que estes proporcionam.

Quem consegue resistir a uma chamada de um cãozinho para brincar? Esta brincadeira espontânea pode trazer um grande efeito ao sistema imunológico.

No dia a dia do consultório, observamos que pacientes que sofrem de depressão apresentam uma significativa melhora após o convívio com animais. Este contato desperta sentimentos de afeto, carinho e cuidado que em muitos casos estavam bloqueados.

Os nossos “amigos” animais espantam, entre outras coisas, o stress.

Os animais são reconhecidos hoje pela psicologia moderna como co-terapeutas e existem vários tipos de terapias que ocorrem com o auxílio dos animais, como a terapia com cavalos, cães e até golfinhos.

Marcia G Ferreira

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