Os perigos da automedicação

Nos tempos de nossas avós, era comum ter um canteiro de ervas medicinais cultivadas no fundo do quintal.

Quem nunca tomou um chá de boldo para indigestão, ou um chazinho de erva-cidreira ou camomila para cólicas ou mesmo um banho com chá de picão para icterícia?

Estes eram hábitos comuns e de grande valia para a época, pois nem a medicina, nem a indústria farmacêutica eram desenvolvidas como nos dias de hoje, e com uma gama enorme de medicamentos.

E é aí que se encontra o perigo, pois nos países em desenvolvimento como o nosso, o índice de auto medicação é altíssimo e em alguns estados brasileiros do Nordeste, chega a 80%.

O órgão responsável pela fiscalização de drogas e alimentos no Brasil é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e tem sido cada vez mais efetivo no controle e fiscalização de medicamentos vendidos sem receita médica. O grande problema desta prática é justamente o perigo dos efeitos colaterais de algumas drogas usadas indevidamente, como é o caso de uma droga conhecida por flutamida, desenvolvida inicialmente para o tratamento de câncer de próstata em estágio adiantado, e que passou a ser usada para casos de acne e alopécia e que apresentou como efeito colateral gravíssimo cinco casos de hepatite fulminante, gerando quatro óbitos em 2004.

Existem muitos outros casos de associações medicamentosas que potencializam efeitos colaterais como é o caso de alguns antitussígenos, como o dextrometorfano, que pode interagir com antidepressivos como a fluoxetina ou paroxetina, causando uma associação de sintomas que é chamado de síndrome serotoninérgica, gerando sudorese intensa, hipertensão arterial, dificuldade respiratória, etc. E os casos mais comuns de alergia a medicamentos, que são os transtornos mais comumente observados.

Portanto, em qualquer situação de adoecimento o ideal é procurar um profissional de saúde habilitado para prescrever um medicamento adequado.

Dr Luiz Razzante

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